Plantão Policial

Menino de 11 anos morre ao cair do 5° andar realizando manobras de parkour


Tragédia reacendeu discussão sobre prática “esportiva” que já resultou em inúmeros acidentes graves, muitos deles fatais, em todo o mundo

Um garoto de 11 anos, de nacionalidade norueguesa, morreu na tarde de domingo (4) após cair do quinto andar de um hotel da cidade de Alfàs del Pi, na região de Alicante, na Espanha, quando realizava manobras de parkour com um amigo. 

Parkour, apontado por muitos como "prática esportiva", consiste em realizar movimentos acrobáticos audaciosos (e muito perigosos) utilizando estruturas urbanas, como saltar de telhados, escalar paredes de edifícios e realizar outras manobras com o corpo, dando impulso em todo tipo de estrutura, metálica ou de concreto, de edificações e de áreas públicas, como praças.

A Guarda Civil Espanhola, que atuou na ocorrência, informou que a criança não estava hospedada no hotel e que entrou escondida no estabelecimento, acompanhada de um outro menino, subindo até o terraço, que fica numa altura de 16 metros.

Lá, após romper um cadeado que mantinha a área trancada, a vítima tentou fazer uma manobra em que pisava numa claraboia de policarbonato que cobria o átrio central do prédio (espécie de vão aberto que vai do telhado até a recepção, no térreo).

A estrutura rompeu com o pisão e o garoto, então, caiu bem na frente do hall de entrada do hotel, no piso ao nível da rua.

Gravemente ferido, o garoto norueguês foi levado a um hospital local e depois transferido numa UTI móvel para uma unidade mais estruturada de Alicante, onde morreu minutos depois.

 A mãe da vítima, também de nacionalidade norueguesa, entrou em choque com a informação da morte do menino e precisou ser sedada e encaminhada a um centro de saúde.

A prática do parkour já resultou em inúmeras acidentes gravíssimos e mortes em vários países, muitos deles filmados, visto que seus adeptos costumam registrar as perigosas manobras. 

A autoridades lembram sempre dos riscos que a prática oferece e sempre lembram que invadir prédios e outras edificações é crime.