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Videoconferência movimentará US$ 7.76 bilhões até 2022

Em, 2018, o mercado mundial de Tecnologia da Informação movimentará US$ 3,6 trilhões em investimentos, alta de 4,5% em relação a 2017, segundo o Gartner. A consultoria aponta que, deste montante, US$ 1.427 bilhões irão para Videoconferência e tecnologias de comunicação, um crescimento de 2,4% sobre o ano passado. 


Para 2019, a projeção é que só este segmento aumente mais 1,1%, passando dos US$ 1443 bilhões em despesas corporativas mundiais.

Dentre as soluções de comunicação, a videoconferência se destaca, com projeção de movimentar US$ 7.76 bilhões até 2022, conforme pesquisa da Credence Research. Hoje, a consultoria avalia este mercado em US$ 3,96 bilhões globais, e indica estimativa anual de crescimento de 8.6% nos próximos quatro anos.

Já outros estudos mostram que tal expansão não é de hoje: a videoconferência vem ganhando cada vez mais atenção das empresas de todo o mundo há largo tempo. 

Basta ver pesquisa da Frost & Sullivan que mostra que tais soluções têm no Brasil fatia de 45% dos usuários da América Latina, e que em toda a região geraram receitas de US$ 100 milhões ainda em 2015. No mesmo ano, as despesas globais com estes sistemas somaram US$ 507 milhões.

Mas por que o mercado de telepresença, videoconferência, chama tanta atenção? Um dos motivos é a praticidade. Pesquisa do Compleo ATS (Applicant Tracking System) mostra que, de 240 recrutadores ouvidos, 45% já utilizam e 52,4% têm interesse em usar sistemas de videoconferência em processos de recursos humanos.

Além disso, há o ganho de tempo e a redução de custos. Anualmente, 6% da renda de cada profissional brasileiro é gasto com deslocamentos em função do trabalho, segundo estudo da MindMetre Research. Isso faz do país um dos mais caros do mundo neste quesito.

Já um levantamento da TomTom mostra que o Brasil tem duas das cidades com mais alto gasto de tempo em trânsito do mundo: Rio de Janeiro, que ocupa a 3ª posição do ranking, e Salvador, no 5º lugar. Em São Paulo, os moradores perdem, em média, 45 dias por ano no trânsito, segundo o Ibope.

De acordo com os dados do Instituto, o tempo médio gasto por dia só nos deslocamentos em função de trabalho bateu recorde em 2017, sendo o mais alto desde 2009: 2h01 por dia.

Com as soluções de videoconferência profissional, este é um gasto de tempo e dinheiro que pode ser reduzido. É o que explica o especialista na área Roberto Jacobauskas Jr., dono da EdgeData Communications, empresa focada neste mercado.

“Em anos desafiadores, como foi 2017, em função do cenário econômico, crises políticas, pessimismo e corte de custos generalizados, a videoconferência profissional é um grande aliado, pois ajuda a economizar e investir inteligentemente: traz redução de custos com transporte e real estate, traz ganhos de produtividade e bem-estar para as equipes, entre tantas outras vantagens”, ressalta o Jacobauskas Jr.

A companhia trabalha com soluções do fabricante LifeSize, um dos Top 10 listados pelo IDC como líderes do mercado de videoconferência corporativa e equipamentos de telepresença mundial.


A própria EdgeData vem sentindo os efeitos do aumento dos investimentos globais e nacionais em videoconferência. No ano passado, a empresa com sede em São Paulo e atuação nacional cresceu 48.64% em faturamento sobre 2016.

A expansão, segundo o Sales Manager, foi motivada pela ampliação e manutenção dos contratos da base, além de novos clientes conquistados.

De acordo com o gestor, os investimentos na área vêm crescendo porque são um imperativo na transição do modelo estático de corporações limitadas a seus espaços, obrigadas a despender preciosas horas do tempo de seus recursos humanos em deslocamentos, muitas vezes, desnecessários, para um modelo de colaboração corporativa, habilitado à, mais do que a simples mobilidade, a agilidade nas tomadas de decisões, a produtividade ampliada, a competitividade traduzida em equipes melhor escaladas, melhor distribuídas, melhor aplicadas a suas funções-chave, e tempo melhor aproveitado.

“Por todas estas razões é que viemos crescendo ano a ano, desde a nossa fundação, em 2013. Se 2017 foi um ano excepcional para a EdgeData, isso foi também fruto de relacionamentos de longo prazo, que mantemos com nossos clientes exatamente porque todos comprovam os benefícios que relatamos acima e, sobretudo, confiam em nosso serviço, o qual nos aplicamos a desempenhar com presteza, solicitude e proximidade extremas”, finaliza Jacobauskas Jr.

Para 2018, a meta é crescer 32%. Para tanto, a aposta está na tecnologia do parceiro LifeSize e, principalmente, em serviço especializado. Com informações do site da Revista Exame.