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    terça-feira, 25 de julho de 2017

    Saiba como reconhecer os sintomas de um AVC, quanto antes diagnosticar maior a chance de sobreviver

    O AVC, popularmente chamado de derrame, já não é mais uma doença só de idosos - hoje, também atinge muitos jovens. Para se prevenir é importante adotar hábitos saudáveis e saber identificar seus sintomas. O acidente vascular cerebral (AVC, popularmente chamado de derrame) deixou de ser uma doença só dos idosos – hoje, também atinge muitos jovens. Para combatê-la, é importante adotar hábitos saudáveis e saber identificar os sintomas. “A população jovem está no alvo da doença devido à maior exposição aos fatores de risco”, explica Antonio De Salles, professor de medicina da Universidade da Califórnia (EUA) e neurologista do Hospital do Coração (SP).

    Existem dois tipos de AVC: o isquêmico, que é o mais comum e corresponde a cerca de 85% dos casos, e o hemorrágico, que responde por 15% do total. “Em ambos, os neurônios da região afetada morrem, causando sequelas que vão depender da extensão da lesão e das áreas envolvidas. Podem ocorrer paralisias, perda ou dificuldade nos sentidos e problemas de memória e cognição, por exemplo. Nos casos mais severos o AVC leva à morte”, diz Gisele Sampaio, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

    Conheça cada tipo:

    ISQUÊMICO nesse caso, a obstrução de uma artéria, causada por um coágulo, bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar determinada região do cérebro. Pode ocorrer também por causa de uma falha do coração, que deixa de bombear o sangue adequadamente e gera um fluxo insuficiente na massa cinzenta.

    HEMORRÁGICO é decorrente de uma ruptura nos vasos sanguíneos intracranianos, que causa derramamento de sangue entre o cérebro e o crânio ou em alguma outra área. Esse tipo de derrame pode ser consequência de um aneurisma cerebral (doença que dilata as artérias), de lesões nos vasos sanguíneos e de rompimentos associados à pressão arterial elevada.

    Como se proteger?

    Mantenha uma dieta saudável e pratique exercícios regularmente. Assim o colesterol fica controlado – em níveis altos, ele se fixa nas veias e artérias, prejudicando a circulação.

    Cuide da pressão arterial. Quem tem hipertensos na família deve consultar um médico com frequência. Em alguns casos, a medicação é indispensável. Em outros, reduzir a ingestão de sódio e exercitar-se é suficiente.

    Não fume. O cigarro reduz a oxigenação do sangue e lesiona os vasos, facilitando a formação de coágulos.

    Controle as doenças que facilitam a incidência de AVC. É o caso do diabetes e das arritmias cardíacas. A primeira eleva as chances de formação de placas nos vasos sanguíneos e a segunda, de coágulos. Uma pesquisa americana também apontou que o risco de AVC é 50% maior em mulheres que sofrem de enxaqueca com alterações na visão. A ligação entre os problemas ainda é desconhecida.

    Se você tem fatores de risco, evite os contraceptivos orais. As pílulas aumentam a capacidade de coagulação do sangue e o risco de trombose, o que pode levar ao AVC. Mas, por si só, ela não representa perigo. O problema é associá-la a hábitos nocivos ou predisposições.

    Use fio dental. A má higiene bucal abre espaço para que bactérias nocivas entrem no corpo e contribuam para o afunilamento das artérias.

    Sinais de alerta

    Reconhecer os sintomas do acidente vascular cerebral é essencial para minimizar os seus prejuízos. Até 3 horas depois do ocorrido, é possível reverter a maior parte dos danos causados pelo AVC. Depois disso, no entanto, as lesões cerebrais dificilmente podem ser tratadas. Por isso, saber identificar os sintomas iniciais e acionar prontamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo telefone 192 pode salvar a vida ou evitar sequelas graves ao paciente. Abaixo, você confere os principais indicativos de que algo não vai bem e fica preparada para agir rapidamente:

    Cegueira fugaz ou alterações na visão.

    Formigamento nos membros superiores, inferiores ou no rosto.

    Paralisias e dificuldades para realizar movimentos, até mesmo os mais simples, como engolir.

    Dor de cabeça intensa e repentina.

    Dificuldades para caminhar ou manter o equilíbrio.

    Problemas para falar ou entender o que os outros dizem.