VÍDEO: Chefe do PCC namorado de delegada ensinava técnicas de tortura para jovens da facção

Namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo por advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, ensinava técnicas de tortura para jovens da facção em Roraima.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Jardel, que é conhecido como "Dedel", mostrando a jovens como bater nas mãos com pedaço de madeira durante uma tortura. O vídeo foi postado com a legenda "Aqui o chicote estala".

Dedel foi preso em Roraima em 2021 por recrutar adolescentes para uma facção criminosa, durante uma operação da Polícia Federal. A investigação apontou que ele publicava fotos nas redes sociais fazendo um gesto com três dedos, em referência ao PCC. Atualmente, Jardel está solto.


Depois de preso, Vrau Nelas deu entrada no maior presídio do estado, a Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc). Em 2022, foi julgado e condenado a oito anos em regime semiaberto.


A delegada Layla Lima Ayub foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do crime organizado em estruturas do Estado.


Segundo a investigação, ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes do PCC e teria exercido irregularmente a advocacia mesmo após tomar posse como delegada, em dezembro de 2025.


De acordo com o Ministério Público, Layla e Jardel são investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão temporária do casal e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Pará.


Na cerimônia de posse da delegada, realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Jardel Neto Pereira da Cruz apareceu ao lado dela. Ele é apontado por autoridades da Região Norte como um dos chefes do tráfico de armas e drogas ligados ao PCC em Roraima.


As investigações também apuram a compra de uma padaria na Zona Leste de São Paulo com dinheiro de origem ilícita, supostamente em nome de um “laranja”, para ocultar a real propriedade do negócio.

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