Plantão Policial

Vídeo mostra marido de professora saindo de apartamento com carrinho de mercado; polícia acusa ex-lutador de matá-la e levar corpo

Vídeo gravado por câmera de segurança de um prédio mostra o momento em que o marido de uma professora sai do apartamento do casal, na Zona Leste de São Paulo, levando um carrinho de compras, onde, segundo a Polícia Civil, estava o corpo da mulher dentro de um saco (veja acima).

Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o dono de academia e ex-lutador profissional de artes marciais Luis Paulo Lima dos Santos, de 44 anos, foi preso depois de confessar ter atirado quatro vezes e matado a esposa Ellida Tuane Ferreira da Silva Santos, de 26 anos

O motivo do crime seria ciúmes, mas a investigação não deu mais detalhes sobre isso. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do preso para comentar o assunto, até a última atualização desta reportagem.

“Há indícios de que seria por motivo de ciúmes, mas ainda precisa ser apurado com profundidade”, disse o delegado Bruno Cogan.

Marido fez BO de desaparecimento

O feminicídio foi cometido na última sexta-feira (4) dentro da residência onde eles moravam com o filho, um bebê de 6 meses de vida, de acordo com a polícia. O corpo de Ellida só foi encontrado na terça-feira (8), jogado num córrego no Parque do Carmo, Zona Leste da capital. Ele tinha marcas de bala.

uis Paulo chegou a registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento da mulher para tentar despistar a investigação. O ex-lutador havia informado que a mulher tinha saído da residência para viajar a Campinas, onde mora a família dela, mas sumiu.

"Ela saiu com destino a Campinas, enviou a última mensagem às 19h51 dizendo que estava somente com 5% de bateria. Às 22h39 enviei mensagem novamente e não foi visualizada e ligações encaminhadas direto para caixa postal. Em contato com a minha cunhada e a mãe da desaparecida informaram que ela não chegou em suas casas em Campinas", chegou a declarar o homem.

Luis Paulo contou também que “foi até Campinas, à rodoviária, delegacia e hospital procurando informações e não conseguiu”. Mas era tudo uma farsa para esconder o crime que ele cometeu, de acordo com o DHPP.


Fonte: G1