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TRAGÉDIA: Pelo menos 40 pessoas morreram após explosão em hotel


O número de mortos na explosão de um hotel de Havana, provocada há três dias por um escapamento de gás, aumentou nesta segunda-feira (9) para 40, informou o Ministério da Saúde cubano.

Ao cair da tarde, o balanço era de 54 feridos, 18 deles ainda hospitalizados, e quarenta mortos, entre os quais quatro crianças e adolescentes e uma adulta, turista espanhola.

Sete dos feridos ainda se encontram em estado crítico e sete, grave, segundo o ministério.

Pela manhã, os socorristas tinham anunciado a retirada de quatro corpos dos escombros, elevando o total de mortos a 35.

Os quatro corpos eram de funcionários do hotel, segundo a agência de notícias cubana estatal ACN, que informou ao meio-dia que "12 ou 13 pessoas" continuavam desaparecidas.

As buscas eram mantidas nesta segunda ao fim do dia, em particular nos porões do edifício, cujo acesso é dificultado pela presença de resíduos.

"É uma etapa muito perigosa devido à concentração de escombros e o risco de desabamento", informou à TV estatal o coronel Luis Carlos Guzmán, chefe dos bombeiros.

Na sexta-feira (7), o luxuoso hotel Saratoga, localizado em Havana Velha, explodiu no final da manhã, no momento em que estava sendo abastecido com gás.

O emblemático hotel cinco estrelas estava fechado há dois anos devido à pandemia de coronavírus e preparava-se para reabrir ao público nesta terça-feira. Seus primeiros quatro andares foram destruídos na explosão.

Segundo o Ministério do Turismo, no momento em que ocorreu a explosão, 51 trabalhadores estavam dentro do hotel.

A popular loja de design "Cladestina" publicou um anúncio nas redes sociais informando que está recebendo doações para os desabrigados, especificando "remédios, água, comida não perecível, material para curativos, roupas e roupas de cama, toalhas".

Estas iniciativas de ajuda da sociedade civil começaram em janeiro de 2019, quanto um tornado varreu Havana. Até então, era atribuição do Estado.

O Saratoga, um luxuoso edifício neoclássico construído em 1880, foi remodelado como hotel em 1933 e reaberto em 2005.

Como um dos hotéis mais populares de Havana, já recebeu várias personalidades como Beyoncé e Jay Z, que comemoraram um aniversário em 2013, bem como Madonna e sua filha Lourdes e Mick Jagger, o lendário membro dos Rolling Stones.