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Métodos de reprodução assistida: saiba quais são os principais

Você sabe quais são os principais métodos de reprodução assistida? Se está pensando em engravidar, mas tem tido alguma dificuldade no assunto, é importante entender quais são as suas opções.

Até o fim da leitura deste artigo, pelo menos 25 bebês nascerão no Brasil. Isso porque nascem cerca de 5 bebês por minuto no país. No entanto, apesar dessa grande quantidade de nascimentos, existem muitos casais com dificuldades para ter filhos.

Em alguns casos, como em situações de casais de pessoas homossexuais, os principais métodos de reprodução assistida são a única alternativa que muita gente tem.

Se você quer conhecer suas opções nesses casos, siga a leitura do artigo abaixo!

Quais são os principais métodos de reprodução assistida?
No geral, existem 3 principais métodos de reprodução assistida que podem ser aplicadas em grande parte dos casos. No entanto, nem todos estão disponíveis ou trazem resultados para todas as pessoas que buscam por essa ajuda.

O método de reprodução assistida mais comum, menos invasivo e menos eficaz é o coito programado. Ele só ajuda casais heterossexuais uma vez que exige que a fecundação seja feita via relação sexual.

A parte “assistida” desse método é o fato de que a ovulação da mulher é estimulada por medicamentos de modo que seja possível prever o momento do ciclo menstrual em que há maior chance de gravidez.

Outro método de reprodução assistida é a inseminação artificial. Muita gente acha que inseminação artificial e fertilização in vitro é a mesma coisa, mas não é verdade. Apesar de métodos parecidos, eles são diferentes em vários aspectos.

A inseminação intrauterina consiste em um processo em que o espermatozóide é removido do homem (normalmente em coleta feita por ele mesmo no laboratório) e então inserido na cavidade uterina da mulher durante o momento da ovulação. É um procedimento mais barato do que o da fertilização in vitro e, normalmente, é indicado quando o homem não consegue produzir espermatozóides móveis o suficiente, com o volume ou concentração necessários para a fecundação ou quando a mulher conta com muco cervical com problemas.

Normalmente, os espermatozóides passam por uma preparação antes de serem inseminados na mulher. O objetivo é escolher aproximadamente 200 mil mais capazes e com melhores chances de fecundar o óvulo e gerar um embrião.

A fertilização in vitro, por sua vez, segue uma lógica parecida, mas não é exatamente a mesma coisa. A grande diferença é que além dos espermatozóides do homem, o procedimento também retira o óvulo da mulher.

Assim, toda a fecundação é feita fora do corpo, em um laboratório e somente quando o embrião está pronto que ele é levado para o útero da mulher que gerará a criança.

Por causa dessa diferença básica no tratamento (fecundação dentro ou fora do corpo) a taxa de sucesso dos dois métodos varia bastante. A inseminação artificial costuma ter ao redor de 18% de sucesso, enquanto a fertilização in vitro gira ao redor dos 20% até 60% dependendo de certas condições (como a idade da doadora do óvulo).

Além disso, há uma série de riscos específicos de cada processo. Por exemplo, a implantação do embrião no útero da mulher pode gerar um quadro de gravidez ectópica. Além disso, há uma maior chance do procedimento resultar em gêmeos, trigêmeos ou quadrigêmeos. Isso aconteceu porque, normalmente, são colocados mais de um embrião por cada procedimento para aumentar as chances de sucesso.

Qual é o melhor método de reprodução assistida para cada caso?
Não é possível fazer uma recomendação de qual é o melhor método de reprodução assistida para cada caso sem uma série de exames físicos e análise do contexto de cada casal. Afinal, as particularidades biológicas de cada um pode afetar bastante o cenário.

Dito isso, é claro que existem algumas noções básicas que costumam se repetir em grande parte dos casos.

Por exemplo, o coito programado é uma técnica muito usada para estimular a gravidez natural. Nesse caso, o apoio médico é mínimo, consistindo apenas na estimulação da ovulação para que o ciclo seja mais previsível e o casal possa melhorar suas chances ao ter a relação nas datas certas.

Por causa disso, o processo é mais indicado para quem necessariamente não apresenta alguma condição biológica, mas só precisa de um pouco de sorte e programação para engravidar.

Já a inseminação artificial é uma ponte que ajuda em alguns casos em que, de fato, já há uma questão biológica que é um desafio para aquela gravidez. Além disso, o processo é mais barato do que a fertilização in vitro, o que faz com que seja um método mais acessível.

Por fim, a fertilização in vitro é um processo que costuma ser recomendado para casos mais sérios. É fato que ele tem a melhor taxa de sucesso entre todos, mas também é mais caro e mais invasivo.

Agora que você já conhece os principais métodos de reprodução assistida, está um pouco mais equipada para refletir sobre essa questão.

Se você realmente quer engravidar, o ideal é falar com um especialista em reprodução para obter as melhores orientações para o seu caso.