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Veja dicas de como treinar redação para o Enem durante a quarentena

A pandemia de COVID-19, popularmente conhecida como coronavírus, modificou a rotina de muitos estudantes de escolas públicas e privadas. 

A recomendação de isolamento social para reduzir a velocidade de propagação do vírus, e, consequentemente, seu controle não pode ser confundida com férias, pois embora as escolas não estejam funcionando com suas atividades presenciais, quando retornarem à normalidade, não se pode deixar acumulado o conteúdo dos estudos.

É possível que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) passe por mudanças quanto ao calendário de aplicação das provas neste ano, mas estas não serão adiadas, conforme já sinalizado pelo Ministério da Educação. 

Aproveitemos, então, esse tempo em casa para treinar redação e atualizar nossas leituras! 

Seguem dicas de como produzir textos  para o ENEM e de como proceder  para a obtenção de um resultado satisfatório.

1. O texto cobrado para produção no ENEM é o dissertativo-argumentativo, modalidade que se estrutura a partir de uma opinião do redator sobre o assunto e a defesa de um ponto de vista, a fim de convencer o leitor.

2. Ao selecionar um tema para treinamento (existem plataformas com sugestões prontas e no formato ideal, com instruções semelhantes às da prova, como o site do Projeto Redação), é aconselhável que se elabore um esqueleto das ideias para se desenvolver posteriormente. Isso faz com que o redator não se perca, ou seja, tenha um direcionamento para cada parte do texto.

3. O repertório sociocultural deve ser explorado, indo além das informações constantes nos textos motivadores (lembre-se de que se pode usar esses textos, mas não os transcrever). Assim, o uso de citações (argumentos de autoridade), dados estatísticos e exemplos de filmes são bastante valorizados pelos avaliadores.

4. A conexão entre os períodos de cada parágrafo e entre cada parágrafo é deveras importante! Um texto bem conectado reflete melhor as ideias e a relação de sentido entre elas. Também é importante frisar que o texto é estruturado em partes (introdução, argumentação, conclusão) e deve ser dividido em parágrafos.

5. O uso de sinônimos é uma estratégia interessante de domínio da modalidade padrão da língua portuguesa (seleção de registros linguísticos), evita as repetições e mostra que quem escreve o texto é um bom leitor. Parta da premissa de que "o que muito lê, melhor se expressa".

6. O respeito aos Direitos Humanos é fundamental para o alcance de uma boa nota na prova. Assim, qualquer expressão que incite ou seja a favor da violência, ou atentatória à honra das pessoas, bem como de caráter pejorativo, deve ser evitada.

7. O comando da prova é claro ao solicitar que o redator apresente uma proposta de intervenção para a proposta desenvolvida, geralmente um problema de cunho social. Aconselha-se que o espaço destinado a isso seja a conclusão do texto, por uma questão de organização (vale ressaltar que só essa parte pode ser responsável por 200 pontos da nota!). Para ter uma proposta eficiente, apresente estes elementos: Ação (o que fazer), Meio (como fazer), Alvo (a quem se destina) e Resultado - lembrando que ao menos um deles precisa ser detalhado.

8. O título do texto, por conselho de muitos bons manuais, deve ser atribuído ao final da redação, para que haja maior aderência ao que foi debatido. Entretanto, um bom conselho: já que o examinador não exige, não coloque! Um bom título não tornará sua redação melhor que outra sem; um título ruim compromete a nota no quesito voltado ao desenvolvimento das ideias e conexão entre elas. 

Por Raphael Lima Costa - Professor de Língua Portuguesa e Redação para concupropostapahajae em cursos preparatorios de Feira de Santana; servidor público na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.