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SAJ: Após demissão em massa em supermercado, ex-funcionários fazem protesto

Cerca de 30 funcionários demitidos de uma grande rede varejista, localizada na Avenida Barros e Almeida, no centro de Santo Antônio de Jesus, organizaram uma manifestação formada  por parte dos 80 funcionários desligados da empresa há três meses, quando a rede anunciou a demissão dos trabalhadores. 

Os manifestantes chegaram no supermercado por volta das 6h da manhã desta segunda-feira (8/8) e permaneceram na porta, sem fechar o trânsito, mas com pneus queimados como forma de protestar e reivindicar. 

A empresa, de acordo com os manifestantes, não cumpriu com os prazos estabelecidos para pagar a rescisão do contrato de trabalho. Durante entrevista á Rádio Andaiá FM, o trabalhador informou que há registros de atrasos de sete meses. 

O trabalhador, que não quis se identificar e contou que demitido depois de ocupar o cargo por cinco anos. "Essa manifestação é para unir força e mostrar que não vamos ficar para trás diante dessa situação. 

O proprietário se comprometeu a pagar R$ 1 mil por mês aos demitidos, mas não cumpriu e alegou que não tem condições de pagar, mas está chegando mercadoria na empresa", lamentou.

Sem dinheiro, alguns ex-funcionários já relatam dificuldades financeiras. De acordo com os trabalhadores, são pais de família com aluguel atrasado, passando fome e desde janeiro sem receber nada.  

"Pedimos que o promotor entre com uma ação, pelo menos para liberar nosso seguro desemprego porque estamos em uma situação crítica", disse outro demitido da empresa.

Os trabalhadores afirmam que mesmo após três meses da demissão de 80 pessoas, a empresa até hoje não deu entrada na rescisão, não pagou o FGTS, seguro desemprego e nem deu baixa nas carteiras, prejudicando a todos. "Foram três anos que trabalhamos até de noite. Tem funcionário demitido que tinha 20 anos na empresa. 

Temos que tomar a atitude correta. Já marcamos quatro reuniões, negociamos, mas eles negam os acordos. Vamos manter os pneus queimando e a manifestação até ver o que o dono vai fazer por nós, temos direitos  e é isso que queremos", afirmou outro ex-funcionário. Com informações do site Andaiá FM.