Plantão Policial

Cobrador mata passageira a facadas após levar tapa na cara

Um cobrador de ônibus de 60 anos foi preso após esfaquear e matar uma passageira depois de uma discussão, na noite de sábado (2), em uma parada em Santana, zona norte de São Paulo. A vítima estava indo para o trabalho. 

O cobrador David Januário da Silva foi preso sob a acusação de homicídio qualificado (motivo fútil). A vítima é a atendente de posto de combustíveis Andresa Rafaeli Silva Sousa, 27.

Uma testemunha que pediu para não ser identificada afirma que aguardava para embarcar no ônibus, que faz a linha 971R-10 (Jaraguá/ Metrô Santana), quando percebeu que Andresa discutia com Silva. "Vi a moça dando dois tapas na cara do homem, cuspindo uma vez nele também e saindo do ônibus." 

Neste momento, dezenas de passageiros aguardavam para entrar no coletivo.

Após o desembarque da vítima, o cobrador saiu atrás dela e afirmou, ainda segundo a testemunha, que seria "a última vez" que ela iria bater no rosto de alguém. Poucos metros adiante, o acusado esfaqueou a jovem no pescoço e fugiu, como admitiu depois em depoimento à Polícia Civil.

Segundo a Polícia Militar, testemunhas indicaram a direção para onde o cobrador fugiu.

Ele foi encontrado a cerca 100 metros do local do crime. Estava com o uniforme e o rosto manchados com o sangue da vítima. Com ele também foi encontrada a faca, também ensanguentada.

A vítima chegou a ser encaminhada ao hospital do Mandaqui, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Andresa vivia havia um ano e dois meses com a namorada Jamylle Vieira, 25 anos, que escreveu na internet que a companheira era corajosa e que este jeito de ser fez com que perdesse a vida "covardemente por um ser abominável".

Em depoimento à Polícia Civil, o cobrador disse que discutiu com a vítima após ela considerar "mal educada" uma informação dada pelo cobrador a outro passageiro. 

Segundo ele, a discussão evoluiu para xingamentos e agressões físicas. Por conta disso, admitiu "ter perdido a cabeça" dando "um único golpe" de faca no pescoço da atendente. Ele disse que "não pretendia" matá-la.