Plantão Policial

Um ano depois, filhas de traficante morto na Bahia seguem desaparecidas

Sofia e Luna tinham um e cinco anos de idade respectivamente quando os seus pais, Robson Luiz Gomes Lima, 32, e Juliana Conceição do Nascimento, 23, foram mortos a tiros dentro de um carro no município de Pedrão, a 131 quilômetros de Salvador. 

A família jura que as crianças estavam no interior do veículo e que, desde então, nunca mais foram vistas. O crime completa um ano nesta segunda-feira (30/4).

A polícia afirma que Robson, conhecido no submundo do crime pelo apelido de “Robin”, era um dos gerentes da Katiara, facção criminosa que tem como principal atividade o tráfico de drogas. 

O crime teria sido cometido por rivais do Bonde do Maluco (BDM), grupo com forte influência não só em Salvador, mas em diversos municípios do interior do estado. O motorista dele, Danilo Luiz Araújo, 24 anos, também foi morto durante a execução.

Pecados cometidos pelo pai, ou não, o que interessa aos familiares, que desde o dia do crime são obrigados a lidar com a dor das perdas e as dúvidas geradas pela incerteza, é saber qual o destino das duas crianças, que representam, neste caso, o significado literal da palavra inocência. 

Os parentes, que residem em Valéria, bairro da capital baiana, criticam a postura da polícia e questionam o processo de investigação ao longo desses 365 dias.

“A gente não tem nenhum retorno! Nada! Não houve nenhum avanço em todo esse tempo. Sempre vamos até a delegacia, mas nada de notícia! Ouvimos boatos de que o caso seria arquivado por falta de provas”, desabafa Roberta.

Em contato com o Aratu Online, a assessoria da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o inquérito que investigou as mortes foi remetido à Justiça, com autoria indeterminada. 

No texto, as três vítimas são classificadas como “traficantes”, fato que teria sido comprovado pelas investigações. Mais importante, a assessoria do órgão afirma “que nenhum indício de crianças na cena do crime foi encontrado e que a polícia continua apurando os desaparecimentos”.

A polícia, neste caso, são os investigadores da delegacia territorial de Pedrão e da 3ª Coordenadoria de Polícia do Interior, com sede em Santo Amaro. 

Desesperada, a família chegou a oferecer uma recompensa de R$ 5 mil para quem fornecesse pistas que pudessem levar até as crianças. Segundo Roberta, o prêmio continua valendo, mas, não tem se mostrado útil. Com informações do site Aratu Online.