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Governo anuncia linha de crédito que oferecerá empréstimo para empreendedor individual (MEI)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmará, nesta quarta-feira, em Brasília, um convênio operacional com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, para uma nova linha de crédito. 

O acordo pretende destinar R$ 6 bilhões a cerca de 280 mil pequenos negócios: 40 mil empresas de pequeno porte, 90 mil microempresas e, o grande destaque, 150 mil microempreendedores individuais (MEIs).

Linha de crédito

Para atingir o MEI, é uma novidade. O grande desafio do microcrédito é porque o processo exige uma taxa baixa. Há um custo administrativo de gerenciar a concessão de crédito se o empreendedor almeja um empréstimo de R$ 500 mil ou R$ 5 mil. 

E o custo para liberar o segundo fica insuportável, explica o presidente do Sebrae Guilherme Afif Domingos. Para reduzir os custos do gerenciamento da concessão de crédito, a aposta do Sebrae é a contratação de uma fintech, empresa que cria inovação no setor de serviços financeiros.

Gracas à tecnologia digital, será possível trabalhar com algoritmos e informações integradas em um sistema automático. São as regras do negócio colocadas dentro de uma tecnologia única, afianta Afif, continuando sobre o papel da entidade no acordo: O Sebrae entra fornecendo o que já fez no passado: o crédito orientado. 

Dará orientação para o crescimento da empresa, viabilizará o acesso ao crédito; se o projeto for bom, dará o aval. Nós temos um fundo de aval para dar garantia ao banco de que se ele (o empreendedor) não pagar, o Sebrae cobrirá.

A escolha da fintech responsável ainda não ocorreu, mas um projeto piloto da linha de crédito deve começar a funcionar em até 60 dias, segundo Afif. O destino inicial deve ser São Paulo, preferencialmente nas comunidades de Heliópolis e Paraisópolis, por conta de parcerias da entidade com a Central Única de Favelas (CUFA). As informações, bem como condições e juros da linha, porém, ainda serão confirmadas.

O plano de trabalho prevê quatro eixos principais que deverão ser executados no prazo de dois anos: concessão de crédito orientado e garantias; canais de distribuição de crédito e financiamento; capitalização das micro e pequenas empresas; e relacionamento institucional. Com informações do Jornal Extra.