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    sexta-feira, 22 de setembro de 2017

    SAJ: Jovem sofre racismo nas redes sociais: “Me chamaram filhote de urubu com macaco babuíno”

    Na tarde desta última quarta-feira o jovem Adriano de Jesus, 28 anos, residente no São Benedito pediu o apoio da imprensa local para que comerciantes lhe doasse um carrinho para vender lanches, pois o mesmo estaria desempregado, até aí tudo bem, contudo, após a entrevista, Adriano tirou fotografia da entrevista e postou em suas redes sociais. Hoje, o jovem realizou uma denúncia de racismo e injuria racial. 

    Na entrevista, Adriano afirmou que ao acordar nesta manhã, um indivíduo o chamou de macaco e urubu, “um indivíduo falou, ‘filhote de urubu com macaco babuíno, não mete o nariz onde não é chamado, valeu? Filhote de macaco! Eu dei um print da postagem do indivíduo que um advogado amigo meu me pediu e prestei queixa na delegacia. Na segunda-feira (25), vou levar meu celular para fazer perícia e tirar minhas digitais. Não é só comigo que isso acontece, várias pessoas de Santo Antônio de Jesus são vítimas deste caso diariamente. As pessoas veem isso na internet e querem fechar os olhos, mas eu recomendo que todas as pessoas que sofrerem de racismo procurem as autoridades. 

    Até quando nós negros temos que sofrer descriminação principalmente pela internet?”, questionou. Sobre o racismo: De acordo com Lei 1390/51 mais conhecida como Lei Afonso Arinos, injúria racial ocorre quando são ditas ou expressadas ofensas, tendo como exemplo chamar um negro de “macaco”. Nesses casos, os acusados são julgados por causa da injúria racial, onde há a lesão da honra subjetiva da vítima, contudo, a acusação de injúria racial permite fiança e tem pena de no máximo oito anos. O racismo é mais grave, considerado como um crime inafiançável e imprescritível. Para o crime ser considerado racismo, tem que menosprezar a raça de alguém, seja por impedimento de acesso o determinado local, negação de emprego baseado na raça da pessoa. Fonte: Voz da Bahia.