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Embarcação da travessia Salvador-Mar Grande vira deixando um saldo de 18 mortos


Dezoito pessoas morreram após uma lancha virar na travessia entre Mar Grande e Salvador, na Baía de Todos-os-Santos, na manhã desta quinta-feira (24). A informação foi confirmada pela Marinha. Segundo a Marinha, informações passadas pela Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), apontam que a embarcação, chamada de Cavalo Marinho I, tinha capacidade total de 160 pessoas e transportava 133, sendo 129 passageiros e quatro tripulantes.

A Marinha diz que resgatou cinco corpos e que as outras 13 vítimas foram resgatadas por embarcações particulares. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), 89 pessoas foram resgatadas com vida até o momento. Dentre os sobreviventes resgatados, 70 estão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Mar Grande; 15 estão no Hospital Geral de Itaparica; dois estão no Hospital do Subúrbio e dois no Hospital Geral do Estado (HGE), ambos em Salvador. De acordo com a Marinha, a embarcação estava regualar e um inquérito administrativo será instaurado para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente.
"Essa informação [do acidente] chegou 7h45. Uma embarcação que trafegava viu o acidente emitiu um pedido de socorro para Marinha do Brasil. Mobilizamos equipes quatro lanchas da Capitania [dos Portos] mais quatro navios que estavam atracados na Base Naval de Aratu.

Ao todo, 126 militares estão no local trabalhando no socorro às vítimas", explicou o comandante e assessor de comunicação da Marinha, Flávio Almeida. O Comandante Geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão, informou que um sargento e dois soldados da PM estavam na embarcação que naufragou e sobreviveram, Não há mais detalhes sobre o estado de saúde dos policiais.
O comandante do Corpo de Bombeiros, Francisco Telles, disse que havia coletes na embarcação, mas o órgão apura se a quantidade de equipamentos era suficiente. "Sabemos que coletes foram distribuídos, mas na situação é preciso investigar como isso aconteceu. É difícil saber agora quando as pessoas colocaram os coletes". Fonte/Fotos: G1.