quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Recôncavo News

Aos 32, mulher morre em academia e abre debate sobre riscos de exercícios

Na segunda-feira (16), a comerciária Luciane Pratezzi, 32 anos, passou mal após fazer dois exercícios de musculação na academia Corporal Rey, em Paranaguá (PR). 

Ela foi socorrida por um professor e levada pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), ainda com vida, às 7h11, para o Hospital Regional do Paraná. Ela sofreu uma parada respiratória a caminho do hospital. Às 11h15, ela foi declarada morta. 

A família não autorizou a autópsia, e a causa mortis que consta no atestado de óbito é desconhecida. As informações são da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná. A comerciária era casada e tinha uma filha de nove anos. Segundo Rafaela Ribeiro, sobrinha de Luciane, ela teria sofrido uma parada cardíaca. 

Ela não tinha problema de saúde e levava uma vida saudável”, diz Rafaela, acrescentando que a tia era praticante de musculação há cerca de dois anos. A fatalidade abre uma discussão sobre episódios de morte ligadas a atividades físicas.
“Mais de 90% dos casos de morte súbita ligadas à prática de atividades físicas têm a ver com problemas cardíacos”, afirma Daniel Kopiler, médico do esporte e presidente da SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte). 

De acordo com o médico do esporte Kopiler, atualmente, em grande parte do país, as academias não são mais obrigadas por lei a exigir um atestado de saúde do aluno, bastando que ele próprio responda um questionário sobre sua condição física. 

As questões ficam em geral sobre problemas cardiológicos. “Se o indivíduo responde positivamente a alguma pergunta, como se tem dor no peito ou falta de ar, ele é orientado a procurar um médico ou obrigado a isso. 

Varia de acordo com a legislação da cidade ou Estado em que o estabelecimento se encontra. É errado recomendar. Deveria ser uma exigência”, afirma Kopiler.
No caso de Luciane, notícias iniciais levantaram a possibilidade de ela ter morrido em decorrência de um aneurisma cerebral (dilatação de uma artéria do cérebro), informação que a sobrinha da comerciária disse desconhecer. 

De acordo com Kopiler, esse é um evento bastante raro, mas que pode acontecer tanto com a pessoa em repouso quanto fazendo algum esforço físico. 

“O problema só é detectado com um exame chamado angio TC de crânio, que é uma tomografia computadorizada com contraste. Essa avaliação não é pedida rotineiramente e custa no sistema privado de saúde cerca de R$ 800.” Mas o especialista diz que o aneurisma dá alguns indícios que devem ser investigados. 

“No caso de dor de cabeça persistente, que não passa com remédio, e desmaios, a pessoa deve procurar um médico imediatamente. Aneurisma durante prática de atividade física é uma causa rara de morte súbita.” Fonte: Uol.