quinta-feira, 9 de junho de 2016

Recôncavo News

Guerra de Espadas: Exército e polícia vão atuar juntos no São João de Cruz das Almas

“A queima é fácil regulamentar, mas a maior dificuldade está em regularizar a produção das espadas, que desde a sua proibição, os interessados no assunto não deram um passo se quer para reverter a situação, e ao que parece, não acredito que vai acontecer”, disse o promotor de Justiça José Reis Neto, durante coletiva com a imprensa local, na tarde desta quarta-feira (8), no Fórum Dr. Tancredo de Almeida Neves, em Cruz das Almas. Responsável pela 1ª Promotoria Criminal, o promotor fez uma revelação ao Forte na Notícia. Segundo ele, “o artefato não está previsto na legislação sobre a fabricação de fogos de artifício no País, e citou como exemplo, as chuvinhas, que possuem diretrizes relacionadas ao tamanho, diâmetro, quantidade de pólvora, fabricação e ETC”, comparou.

Ao usar da palavra, o Juiz Renato Pimenta fez uma reflexão direcionada aqueles que utilizam do argumento de que as “espadas” é uma tradição cultural para continuar cometendo crime. “Estão defendendo algo que se acredita ser cultural, mas é preciso lembrar que isso está indo de encontro à população, que está correndo risco de vida”, lembrou. O magistrado confirmou a presença de homens do Exército atuando nas ruas e na área de logística da operação. O major Márcio Amorim de Marcelo - comandante da 27ª CIPM - disse que policiais a paisana vão trabalhar infiltrados no meio do povo fornecendo informações necessárias via rádio e telefonia celular. “Além disso, contaremos com apoio da Rondesp e CAEL (caatinga)”. Ainda segundo o oficial da PM, o efetivo vai utilizar armas não letais e balas de borracha. “Não queremos confronto com os espadeiros, mas precisamos garantir a ordem”, frisou.

Já o delegado de polícia Dr. Cristóvão Éder, que pela primeira vez vai atuar no São João, disse que além dos investigadores, o município vai receber uma equipe da Polícia Civil que trabalha área de Coordenação e Fiscalização de Produtos Controlados. O objetivo da coletiva foi esclarecer mais uma vez o que todo mundo já sabe, mas nessa época do ano, finge não saber. A produção e a comercialização do artefato são práticas ilegais e o infrator não será eximido de responsabilidade criminal. Então, o espadeiro que insistir, e for pego pela polícia terá as espadas apreendidas, será preso em flagrante e ainda responderá criminalmente pelo ato, além de pagar fiança que pode chegar a R$ 5 mil. Fonte: Forte na Notícia.