quinta-feira, 10 de março de 2016

Recôncavo News

Rússia quer enviar sonda para uma das Luas de Júpiter

Ao redor de Júpiter espreita Ganímedes, uma das quatro luas galileanas e o maior satélite natural do sistema Solar. Na verdade, com um diâmetro de cerca de 5.270 quilômetros (3.275 milhas), é maior até do que o planeta Mercúrio e tem quase duas vezes a massa da lua.

No entanto, não é o tamanho de Ganímedes que desperta maior interesse. Esta lua gigante, tem uma superfície gelada e pode estar escondendo um oceano subterrâneo de água salgada, enquanto sua atmosfera carrega tentadores indícios de oxigênio e pode até mesmo possuir uma fina camada de ozônio. Por estas razões tem atraído muito interesse para missões de explorações futuras e uma dessas, a Lander Ganímedes da Rússia, poderia pousar na superfície nos próximos 20 anos.

O módulo de Ganímedes iria ser lançado junto com a nave espacial Explorer da Agência Espacial Europeia em 2022, chegando a Júpiter 2030 depois usando auxílio gravitacional ao atingir o planeta gigante. Essa ajuda permitiria que o sonda vasculhasse um local de pouso adequado em Ganímedes, embora um orbitador russo separado pode também juntar-se ao lançamento para fornecer uma opção de backup para encontrar um local de pouso.

O módulo em si seria um veículo estacionário, pousando em uma região de interesse em Ganímedes para realizar uma análise científica. Uma grande antena no topo se comunicaria com a Terra, enquanto numerosos instrumentos incluindo câmeras e espectrômetros iriam analisar a área circundante. O foco principal da missão seria a Astrobiologia.
Esta seria a primeiro missão já realizada no sistema Joviano. Até agora espaçonaves aterraram em Vênus, na Lua, em Marte e em Titã (lua de Saturno); o pouso em Ganímedes marcaria o sexto corpo do sistema Solar (incluindo o nosso) que a humanidade deixou sua marca em cima. O módulo de Ganímedes está ainda em uma fase de conceito no momento. A Rússia vai gastar até US $ 1 milhão (£650.000) em pesquisa e desenvolvimento para a nave espacial, para determinar a viabilidade de tal missão, com a construção dos primeiros protótipos começando em 2017, se tudo der certo. Fonte: Universo Racionalista.