segunda-feira, 28 de março de 2016

Recôncavo News

Menino de 4 anos morre ao ser baleado durante tiroteio entre traficantes

Um menino de 4 anos morreu vítima de bala perdida em Madureira, na Zona Norte do Rio. Ryan Gabriel brincava na porta da casa dos avós, no Morro do Cajueiro, quando foi atingido no peito.
Ryan Gabriel chegou a ser socorrido pelo avô e foi internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, também na Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta segunda-feira (28).
Segundo informações do jornal 'Extra', Ryan foi baleado durante um tiroteio entre traficantes rivais na tarde do último domingo (27).
A mãe de Ryan, Tayane Pereira da Silva, 20 anos, está desolada. Acompanhada de familiares, ela deixou o hospital chorando muito. "Meu filho morreu, meu filho morreu", repetia sem parar.
Além do menino, uma adolescente de 17 anos também ficou ferida. Ela foi atingida nas pernas e está internada no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.
Briga entre traficantes
De acordo com o 'Extra', o tiroteio começou por volta das 16h de domingo. Traficantes do Morro da Serrinha tentaram invadir o Morro do Cajueiro, controlado por uma facção rival. Ryan estava na Rua Fausto Laurindo quando houve o confronto entre os bandidos. 
Ryan era filho único. O avô dele, Milton do Amparo, 48 anos, lembrou o momento em que o menino foi baleado. "Estava ao meu lado na calçada. Estava a família toda, minha esposa, a mãe dele. Estava cheio de criança. Era domingo de Páscoa. Ninguém vai imaginar que vai acontecer um negócio desses. A gente vê passar na televisão, mas nunca imagina que vai acontecer com um nosso".
Ele disse que ouviu o tiro e logo depois segurou Ryan. "Ouvi o tiro, puxei ele e ele caiu no chão. Quando o levantei, vi que ele estava alvejado no peito. O médico falou que a bala entrou nas costas e saiu no peito dele. Ele estava muito mal. Não conseguia falar. Ele só me olhava", relembrou.
O menino morava com a mãe no Morro da Mangueira, também na Zona Norte, e costumava passar os finais de semana na casa dos avós. "Ele era muito agarrado comigo. Morava aqui na Mangueira, estudava de segunda a sexta. Toda sexta-feira me ligava e dizia: 'Vô, vem me buscar. Quero ficar com o senhor'. Era uma criança calma. Só dormia comigo, entre eu e minha esposa. Quem vai dormir comigo agora?", lamentou Milton. Fonte: Correio.