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    sexta-feira, 18 de março de 2016

    Iaçu: quadrilha explode agência de banco; moradores criticam assaltos constantes

    Uma agência do Banco do Brasil foi explodida por uma quadrilha na madrugada desta sexta-feira (18) na cidade de Iaçu, na região centro-norte da Bahia. A ação aconteceu por volta das 3h, e contou com a participação de pelo menos seis homens armados. 

    "Ele chegaram em um Siena branco, e ficaram mais ou menos 40 minutos", diz o delegado José Augusto Saldanha, coordenador da 12ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itapetinga), que investiga o caso. 

    Para impedir a ação da polícia, o grupo usou 'miguelitos', uma espécie de pregos artesanais feitos de material pontiagudo, e os espalhou perto da delegacia e da sede da Polícia Militar da cidade. Uma viatura da PM teve o pneu furado ao tentar intervir. 

    Somente um dos cinco caixas eletrônicos foi explodido pelos bandidos. "Só que eles não conseguiram retirar nenhum do terminal", afirma o delegado Saldanha. Os moradores da cidade relatam que o susto com a explosão foi grande.

    "Acordei com o barulho de construção, como se estivessem derrubando uma parede. Este barulho durou um tempo significativo, ouvi ferros caindo no chão e por fim a explosão. Acordamos eu, meu esposo e minha filha. Ficamos imóveis, sem acender luz, só rezamos e esperamos acabar", disse ao CORREIO uma moradora que preferiu não se identificar.

    Para ela, este tipo de situação está se tornando corriqueira. "A sensação enquanto cidadã é de que isso, aos poucos, vai se tornando uma rotina. Somos obrigados a aprender a conviver com isto. Nosso filhos já estão preparados para isto. Eu também não tive o mesmo medo que tive nas outras vezes", disse.

    A quadrilha fugiu no Siena branco, mas o veículo acabou em um banco de areia na estrada que liga Iaçu ao povoado de Lajedo Alto, que fica a 15 quilômetros da cidade. A polícia acredita que o grupo continuou fugindo a pé, e realiza buscas nas imediações pelos suspeitos.

    "As nossas equipes estão fazendo barricada e varredura na região. Também estamos aguardando imagens das câmeras de segurança para tentar identificar alguém", revelou José Augusto Salvador, coordenador da 12ª Coorpin.