quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Recôncavo News

Índio de 18 anos mata primo de 10 e alega que criança o ameaçava

Uma criança indígena de 10 anos foi morta pelo próprio primo, em Olivença, distrito da cidade de Ilhéus, no sul da Bahia. De acordo com a polícia, o crime ocorreu no final da tarde de terça-feira (23), mas o corpo da criança só foi encontrado pela noite. 
Os primos integram a tribo Tupinambá de Águas de Olivença e foram criados juntos, segundo relatou nesta quarta-feira (24) o tio deles, Jailton Magalhães.
De acordo com a polícia, Rafael da Paixão Santos confessou ter matado o primo e disse que recebia ameaças de morte da criança. "Ele [o menino] só falou isso. Que queria me matar e só", disse Rafael na delegacia. 
Os índios disseram à polícia que o garoto foi estrangulado, afogado e morto pelo primo, que depois do crime ainda teria amarrado o corpo da vítima e deixado às margens do rio que passa pela fazenda onde eles moravam.
"Eles foram pescar junto com o outros dois meninos, e no final da tarde só voltaram três. Perguntamos a ele [sobre o garoto] e ele disse que o menino quis ficar mais tempo pescando. Quando percebemos a demora, começamos a procurar o garoto, então outro menino que estava com eles mostrou onde estava o corpo. Perguntamos a Rafael [que matou o menino] o que motivou ele matar o primo, e ele disse que o menino ameaçava ele de morte. Chamamos a polícia e ele [Rafael] foi levado", relatou.
O corpo da criança foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus e Rafael foi preso em flagrante. Ele deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Polícia Civil investiga o crime.
" A motivação está clara que foi questão de ameaça, há uma divergência entre eles, não há nada relacionado à direitos indígenas, então a apuração segue pela polícia civil", explicou André Aragão, coordenador da Polícia Civil de Ilhéus. 
O pai da criança, Gilmar Magalhães, relatou que apesar da situação, perdoa o sobrinho. "Por mim ele está perdoado, porque só Deus pode fazer justiça", disse. Fonte: G1.