sábado, 21 de março de 2015

Recôncavo News

Doze chefões do crime são presos na Bahia com ajuda do Whatsapp

Matadores ferrenhos e líderes natos. É assim que o delegado Jorge Figueiredo define os 12 chefes de quadrilhas que estão entre os 35 bandidos presos, até o último dia 3 de março, com o auxílio do Almanaque do Departamento de Homicídios e do Sistema de Informação para Proteção à Pessoa (SIPP).  "Todos eles são matadores ferrenhos e têm poder de liderança na comunidade. Esses são os piores, pois são líderes e executores", afirma o delegado, que idealizou o Almanaque e o aplicativo.
No grupo, estão bandidos como Luís Carlos Souza Santos, 28 anos, o Lulinha, apontado como líder da quadrilha que comanda o tráfico do Bate Coração, em Paripe. Segundo a polícia, ele ordenou a troca de tiros na qual o menino Mário Gabriel Sansão, na época com 1 ano e 8 meses, foi baleado, em novembro de 2014, na Cocisa.
Ele e mais cinco integrantes do bando foram presos no dia 6/1 após a foto de um passeio à Praia do Emissário, em Camaçari, cair no WhatsApp do aplicativo.  O bando é responsável por vários assassinatos na área.
Bruno Nascimento Hereda Biron, 23, o Galego,  tem mais de 10 assassinatos nas costas, segundo o delegado. Todos  relacionados ao tráfico. Ele é apontado como chefe de quadrilha no Alto do Saldanha, em Brotas, e tinha três mandados de prisão em aberto.
Já Idalvan dos Santos Conceição,  27, o Paquito, é o líder do tráfico no Planeta dos Macacos, em São Cristóvão, responsável por 10 homicídios. "As prisões representam um impacto na redução dos homicídios", disse o delegado. Fonte/Foto: Atarde.